- Essa dita dura mulher de hoje
Que se faz tão doce - e de fato é -
Ao transbordar paciência, com toda
Sapiência de quem não perde a fé
Fé da mulher profetisa, com o descaso que é
Dos adornos de casa, do segrega-mulher
Dos seus dias iguais, com manhãs enxovais
E poeiras astrais que lhe marcam mulher
Trago isso comigo
É assim que vos digo, e acredito que é.
- Abre teu olho homem, larga esse osso.
Não vê que é esse o seu colosso estorço?
Pois os direitos que tu pensas que elas não merecem
Já se foram lavrados, e a todos padecem
Ela governa tua casa, teus filhos e tuas asas
Comanda teu almoço, teus amigos e tuas fardas
Não te pede dinheiro, se vira do jeito que puder
E ainda assim te satisfaz, não porque tu mereces
Mas porque ela quer
Acorda moço, tu vives uma Ditadura Mulher!
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008
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